Sentimento abstracto,retratado não como a forma mais sublime de se ter na vida, mas sim como o mero entusiasmante delírio evocado pelo eco do coração. Poder-se-ia tratar de um efémero palpitar da alma,mas não...é muito mais que isso.É a ilusão,a quimera,o desejo, o blasfemo,a cor de um sorriso,o brilho de um olhar, a voz do coração a suar por entre os sentimentos mais intensos,mais resguardados,mais retratados pela poesia da solidão!
E o que é tudo isto?! Não digo que se possa definir ou expressar numa só palavra,digo sim que são estes sentimentos que guiam a nossa mente, o nosso universo posterior à intensidade da chama da paixão! Pois sim,é a paixão que teima em persistir, é ela que nos enfraquece,que nos retira toda a racionalidade, que empobrece o nosso sofrimento, que fraqueja quando a angústia quer partir para dar lugar à subtil noção de felicidade. É em vão o ódio,o amor, é superfluo quando tuas palavras me tocam e desejam por me magoar por entre o teu mero sentimento de desprezo e ignorância. Quando teimas em renegar aquilo que a teu prazer seria orgulho nas comtemplantes indefesas de meu olhar, quando nem ousas sentiro eco da minha paixão,o blasfemo do meu sorriso e a angústia do meu olhar... É em vão tudo aquilo que possa sentir por ti,mais inútil que o medo de minhas palavras em penetrar a tua alma. Enfim... É inútil o amor, mais inútil que a paixão!
Olhando as flores do teu paraíso,é possivel inspirar a sensação de te ter por perto. Se a desilusão falasse mais alto,poder-te-ia dizer que lágrimas que derramo são rimas da minha saudade... Olhando ao espelho o meu sorriso desvanece,o meu rosto inala o cheiro das obscenas palavras que um dia foram meras angústias,meras sensações do teu saber. Sinto que a eloquência do teu sorriso,traz memórias tenebrosas,inesquecíveis de um passado moribundo do mundo invulgar em que teus pés ousaram habitar. A morada da minha inspiração não habita longe,por que de facto, viver amarguradamente e mesmo assim ter coragem para adquirir compaixão pelo teu sorriso,não é a força da verdade, mas sim o sublime sentido de se saber inspirar. Desiludo em meus versos,porque lágrimas me são perdidas,porque sorrisos já não existem e lembranças são reconstruídas...
A paixão pela leitura surgiu desde que eu era uma inocente criança!Mesmo antes de saber ler,os pedidos para que o meu pai me lesse historias, antes de adormecer, eram constantes.E foi aí que surgiu o primeiro contacto com a escrita.
A partir dessa altura,a paixao pela leitura evoluia de dia para dia...Para mim um livro é como um amigo.
Há algum tempo que tive necessidade de transmitir para o papel os meus sentimentos,escrevo aquilo que sinto,vivo por aquilo que escrevo.A escrever sinto-me livre,perco-me em devaneios e transporto a minha mente para outro universo..Aqui deixo alguns dos meus textos,neles está implicita uma grande parte de mim!